A arte do mergulho ensinada pelo melhor professor do Brasil. E um dos melhores do mundo.

Vicente Albanez tem sua academia em São Bernardo. Já preencheu quatro passaportes ensinando mergulho pelo mundo. Tudo começa na piscina. O batismo pode ser em Angra dos Reis, Fernando de Noronha ou Abrolhos, entre outros lugares. Atenção especial para deficientes físicos e mentais.

João Bresciani

Quando o pequenino Vicente caiu no Ribeirão dos Couros, com oito meses de vida, e foi salvo pela ação rápida da mãe, selava-se por obra divina, sua intimidade com a água e a “sina” de ajudar o próximo. Transformado no mais importante professor de mergulho do Brasil, e um dos melhores do mundo, já rodou o planeta ensinando mergulho quatro vezes.

Vicente Albanez ocupa com raro brilho as páginas dos jornais, revistas, programas de televisão em nível nacional e internacional.

Sua academia de mergulho, Vidamares, está localizada em São Bernardo do Campo à Avenida Antártico, 516, no Jardim do Mar, mas os cursos são ministrados em diversas cidades do interior de São Paulo, raramente a convite das prefeituras ou clubes esportivos.

Os cursos começam com as iniciais no tanque de piscinas. Vencida a primeira etapa, alunos e professores vão para o “batismo”, que pode acontecer em Angra dos Reis, em Abrolhos ou no paraíso de Fernando de Noronha.

A dedicação especial com pessoas com deficiência

Não cobrando de seus clientes especiais, que hoje somam cerca de 200 deficientes físicos e mentais. Com os deficientes físicos o jogo é livre. Vicente coloca-os no mar. O ócio fica cerca de 20 minutos no mar, a um metro de profundidade. Os deficientes mentais fazem mergulho autônomo — sempre de mãos dadas com o professor — em profundidades que variam de 4 a 5 metros.

Raciocínio

Cátia George recebe a confirmação de Vicente Albanez quando enfatiza que a maioria dos afogamentos acontecem por falta de raciocínio.

Junto dos alunos de mãos dadas, Vicente lhes grita para evitar tragédias: “‘Em caso de pânico jamais tente vir por socorro. O grito esvazia os pulmões, que cheios de ar, dão mais tempo para flutuação.’”

Se a pessoa mantiver a respiração, os braços estendidos e os olhos para cima, o corpo flutua.

Se a pessoa desmaia, mantém-se fechada a cabeça fora d’água. A pessoa deve fazer a volta da forma como foi posta.

É importante saber boiar.
Para boiar deve-se manter uma das mãos abertas, a outra mantém-se fechada. Se perder o senso de direção, deve manter a respiração profunda.