Um barco leva os alunos; enquanto uns mergulham outros se divertem em alto mar.

Liberdade sem fim

Lá embaixo não se pensa em nada. Tudo é liberdade, é movimento, é infinito”, resume Maria Helena Abreu, a Leninha, ex-presidente da AADF (Associação de Assistência aos deficientes físicos e mentais).

Ela e o marido, o vereador Milthon de Abreu integraram o grupo de mergulho que foi para Angra dos Reis:

“Acho que senti a mesma coisa que os astronautas sentiram quando passaram pela primeira vez na Lua”, comenta Leninha.

Ela conta que o grupo desceu guiado pela escuridão das águas, mas lá embaixo a sensação era de paz e encontro com o Criador. Mas mergulhar mesmo é de verdade e não de ficção, como fez a atriz Sandra Bullock em “Velocidade Máxima 2”.

Leninha diz que o segredo é trabalhar o pânico. “Vicente transmite o inexplicável. Ele é preparado”, diz ela.

O marido explica: “Deus, que tudo pode, nos abençoou com o ar”.

Leninha ainda destaca: “Antes, quando tentava mergulhar, quase morria afogada. Hoje sei que isso era falta de conhecimento.”

Para Milthon, qualquer palavra que se diga ao grupo é difícil, tamanha emoção. “Nunca vi tanto amor”. Essas palavras, faz questão de frisar, não foram ditas por alguém que era puro em si, mas por alguém que carrega no corpo entranhas de vida.

(Texto segue com depoimentos sobre superação, acessibilidade e transformação pessoal.)